• CASA GRANDE: Construída
à aproximadamente 240 anos, toda ela
de barro e taipa de pilão (pau-a-pique),
que consiste em madeira amarrada com cipó
e barro socado. Interessante observar a altura
do pé direito (teto em relação
ao chão) que era feito para que o cômodo
ficasse mais arejado, o tamanho das janelas,
para que entrasse maior quantidade de luz dentro
do cômodo, janelas abrem para dentro,
assim os vidros (que demonstravam riqueza, pois
eram muito caros) ficavam expostos para os visitantes.
Podemos observar em grandes casas antigas, os
vidros das janelas no lado de fora.
• CAPELA: Cômodo situado
dentro da casa grande, com seu altar original.
Interessante citar que em todas as casas de
Barões existia uma capela.
• NAMORADEIRA: Lugar
charmoso no jardim da Casa Grande, utilizado
quando a Sinhazinha estava de casamento marcado.
Do lado direito ficava a mãe e o pai
do noivo, do lado esquerdo ficava a Baronesa
com a Dama de Companhia e no Alpendre o Barão
com um capataz vigiando o namoro. O noivo ficava
de costas para o Barão e a noiva de frente
para o noivo. Se o rapaz pegasse na mão
da noiva, significava abuso e desrespeito à
moça e à sua família. Existe
uma lenda: Passando três vezes pela namoradeira,
quem for casado, noivo ou que tenha um relacionamento
amoroso fortalecerá o relacionamento
e quem for solteiro ou viúvo arrumará
um novo amor.
• ALCOVA: Pequeno quarto de dormir,
situado no interior da casa, sem aberturas para
o exterior, situado dentro da casa grande, que
era utilizado por homens que vinham visitar
a fazenda.
• COZINHA DOS ESCRAVOS: Espaço
utilizado hoje para servir o café
e chás após as refeições,
também após as 22:30hs é
servido o chá com bolachas. Inicialmente
o local foi utilizado para cozinhar para os
escravos, em seguida, após a libertação
dos mesmos, os tachos de ferro eram utilizados
no preparo do sabão. Vale à pena
observar o “fogão” de quatro
bocas, a lenha e também a estrutura do
local que possui a telha feita nas coxas. A
idéia de servir o café neste local
foi da D. Iracema, que mora nesta fazenda ainda
antes de ser Hotel.
• MURO DE BARRO: Atrás
da casa grande podemos visitar ruínas
de um grande muro, construído pelos escravos.
• SALA DE VISITAÇÃO: Nesta sala pode-se ver como era a construção
da época, quadros com folhas de controles
da fazenda datados de 1912 e 1917 e piso trazido
do terreiro de café.
• CAMINHO DOS AMORES: Bambuzal
plantado para evitar erosão em canais
de água, era utilizado pelos escravos
para seus namoros, pois não havia liberdade
para os casais dentro das senzalas.
• DUCHA DE NASCENTE: Na década de 70, foi observado a quantidade
de água que “brotava” dentro
do Caminho dos Amores e, então, motivado
pelo fato do campo de futebol estar ao lado,
foi construída a ducha de nascente e
utilizada muitas vezes pelos primeiros hóspedes.
• PRISÃO DOS ESCRAVOS: Situada nas imediações do Hotel,
atrás do pesqueiro, tendo como curiosidade
o fato de que ela era uma construção
com três cômodos, de um lado ficavam
as escravas, de outro lado os escravos e os
capatazes no centro, lá eles ficavam
até morrer. Era propositalmente longe
da casa grande para que os gritos não
pudessem ser ouvidos.
• PAU D’ALHO: Árvore
com grande poder de cicatrização,
era utilizada pelos escravos, juntamente com
outras ervas, para fazer uma pasta para passar
nos ferimentos, e este era o único remédio
que eles possuíam para amenizar as dores.
• PAU VIOLA: Árvore nativa
brasileira conhecida também como orelha
de nego, acredita-se que é uma árvore
de desejos, se colocar a mão direita
e fizer o pedido com muita fé ele será
realizado. Temos testemunhos de muitos hóspedes
que conseguiram seus desejos.
• TERREIRO: Este era
o nome dado para o espaço utilizado pelos
Barões para a secagem do café.
Os grãos de café eram trazidos
da plantação para o terreiro através
de dutos de água. O nome terreiro surgiu
por ser um grande espaço de terra e até
hoje, as Fazendas de café utilizam este
nome, porém não são mais
de terra e sim de asfalto, que absorve mais
calor e diminui o tempo de secagem do grão.
Importante saber que com a vinda dos imigrantes
para substituir os escravos, eles trouxeram
a alvenaria (tijolos e telhas), transformando
o terreiro de terra em terreiro de tijolos.
• LAGO SÃO FRANCISCO: Foi feito uma gruta para São Francisco
de Assis no meio do lago à pedido da
Fundadora do Solar das Andorinhas, Sra. Lúcia
Fanele Ceccarelli, que é devota do Santo
padroeiro dos animais.
• TELHA: “FEITO NAS COXAS”,
ditado popular que significa “feito de
qualquer jeito”. Na verdade não
é bem assim, o Barão colocava
os escravos que não mais aguentavam trabalhar
na lida, geralmente escravas grávidas
ou idosas, para fazer telhas, pegando folhas
de bananeira e colocando-as nas coxas juntamente
com barro que ficava até secar. Ao chegar
o final do dia, os escravos estavam com suas
coxas em carne viva. As telhas que estão
na cozinha dos escravos foram feitas desta forma.
• MUSEU: Era um espaço
reservado para a casa das máquinas da
fazenda, onde através da energia gerada
pela Roda D’Água, eram feitos os
Beneficiamentos de arroz e de café. As
peças do Museu foram encontradas na própria
fazenda ou doadas por amigos, proprietários
de outras fazendas e pela ABPF (Associação
Brasileira de Preservação da Ferrovia).
Algumas se destacam como por exemplo: O livro
de lançamentos contábeis dos imigrantes
para com o fazendeiro, Imagens sacras, uma capa
de bebê, um baú (mala de viagem
feita de madeira), uma armadilha para animais
de grande porte, vinda da Europa e que também
era usada para pegar escravos fujões.